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Saiba mais quais são os principais golpes contra MEI’s e como se prevenir

Falsas cobranças, contatos por WhatsApp e ofertas enganosas de serviços e crédito estão entre os golpes mais recorrentes

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O Brasil já ultrapassou a marca de 13 milhões de microempreendedores individuais (MEIs), que representam mais da metade das empresas abertas no país. Esse crescimento, no entanto, também amplia a exposição dos pequenos negócios a golpes financeiros, especialmente no início do ano, período em que há maior concentração de pagamentos, regularizações e busca por crédito.

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Segundo o Sebrae, 27% dos MEIs são chefiados por beneficiários do Programa Bolsa Família, o que torna os prejuízos causados por golpes ainda mais sensíveis para a renda dessas famílias. Criminosos aproveitam esse momento para aplicar falsas cobranças, simular serviços obrigatórios e induzir pagamentos indevidos.

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De acordo com a ouvidora do Sebrae, Carla Rech, o período exige atenção redobrada.

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Todo início de ano há uma grande movimentação de recursos e pagamentos que os pequenos negócios precisam fazer. É fundamental que o MEI tome todas as precauções, principalmente com links, mensagens e ofertas recebidas por meios digitais. Todo cuidado é pouco, alerta.

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1) Falsa cobrança do DAS-MEI

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O golpe mais recorrente envolve o Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS-MEI). Golpistas enviam links por e-mail, WhatsApp ou SMS informando supostos descontos, atrasos ou pendências no pagamento da guia.

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O que fazer?
A orientação é não clicar em links recebidos sem confirmar a origem. O boleto do DAS-MEI deve ser emitido exclusivamente por canais oficiais, como:

  • Portal do Empreendedor (Gov.br);

  • Aplicativo MEI, da Receita Federal;

  • Portal ou aplicativo Meu Sebrae.

O Sebrae também envia comunicados oficiais informando os prazos corretos de pagamento.

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2) Contatos por WhatsApp exigindo filiação

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Outro golpe comum ocorre por WhatsApp ou e-mail, informando que, para continuar atuando como MEI, o empreendedor precisa se associar a uma entidade, sindicato ou órgão.

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O que fazer?

O Sebrae reforça que não existe exigência de filiação a nenhuma entidade para atuar como MEI. O empreendedor deve desconfiar desse tipo de contato, não clicar em links e sempre verificar a origem do remetente. Em caso de e-mail, é importante comparar o endereço com os domínios oficiais do Governo Federal ou do Sebrae.

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3) Ofertas enganosas de empréstimos

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No início do ano, muitos empreendedores buscam crédito para capital de giro, o que abre espaço para golpes com ofertas de empréstimos fáceis, taxas irreais e liberação imediata.

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O que fazer?
A recomendação é buscar crédito apenas em instituições conhecidas, preferencialmente de forma presencial. O Sebrae orienta que o empreendedor utilize a Planejadora Sebrae, ferramenta que auxilia na análise do melhor momento para contratar crédito, além de indicar opções com apoio do Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe), que oferece taxas mais acessíveis.

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4) Golpes na formalização do MEI

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O momento da formalização também é um dos mais sensíveis. Golpistas criam sites falsos, imitando a identidade visual de portais oficiais, e cobram taxas para abertura do MEI.

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O que fazer?
A formalização do MEI é feita exclusivamente pelo portal Gov.br, de forma totalmente gratuita. O CNPJ é gerado na hora e não há cobrança de qualquer taxa. Em caso de dúvida, o empreendedor pode procurar um ponto de atendimento do Sebrae, a Sala do Empreendedor do município ou utilizar os canais oficiais, como o 0800 570 0800, o aplicativo e o portal do Sebrae.

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Para a ACIG, a disseminação de informação segura é fundamental para proteger o pequeno empreendedor, evitar prejuízos financeiros e fortalecer o ambiente de negócios local. Atenção, informação e uso de canais oficiais são as principais formas de prevenção contra golpes.