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Reforma tributária exige modernização tecnológica e impacta operações do varejo

Mudanças no sistema de tributos exigem atualização de sistemas fiscais, automação de processos e adaptação das empresas ao novo modelo tributário

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A reforma tributária em andamento no Brasil deve provocar mudanças profundas na forma como empresas do comércio, serviços e indústria gerenciam suas operações fiscais e tecnológicas. Com a criação de um novo modelo de tributação sobre o consumo, empresários já começam a se preparar para uma fase de transição que exigirá atualização de sistemas, revisão de processos e maior integração entre gestão financeira e tecnologia.

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O tema será um dos destaques do AUTOCOM Summit 2026, congresso que acontece entre os dias 31 de março e 2 de abril, no Expo Center Norte, em São Paulo, reunindo especialistas, lideranças empresariais e representantes do setor para debater os impactos da reforma no varejo brasileiro.

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O novo modelo tributário será baseado no Imposto sobre Valor Agregado Dual (IVA Dual), composto pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de competência federal, e pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que ficará sob responsabilidade de estados e municípios. A proposta substitui tributos atualmente utilizados no sistema brasileiro, como PIS, Cofins, ICMS e ISS.

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Segundo especialistas do setor, a mudança busca simplificar a tributação e tornar o sistema mais transparente. No entanto, o processo de transição será gradual e exigirá adaptação das empresas. Até 2033, o modelo atual e o novo sistema devem coexistir, criando um período de ajustes para empresas de todos os portes.

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Na prática, os impactos já começam a ser percebidos no dia a dia das organizações. Desenvolvedores de sistemas de automação comercial e empresas estão revisando softwares utilizados na emissão de notas fiscais e no controle tributário. A atualização envolve processos que vão desde o checkout das vendas ao consumidor final, passando por operações entre empresas (B2B), até integrações com sistemas como SPED, NF-e e a futura Nota Fiscal de Serviços Eletrônica nacional (NFS-e).

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Com isso, áreas tradicionalmente operacionais, como o backoffice, passam a assumir papel cada vez mais estratégico dentro das empresas. A digitalização das obrigações fiscais exige maior automação, controle em tempo real e integração entre diferentes sistemas de gestão.

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Além de atender às novas exigências legais, a modernização tecnológica pode gerar ganhos de eficiência e competitividade. Empresas que investirem em sistemas atualizados e em governança fiscal tendem a operar com dados mais organizados, reduzir riscos e fortalecer relações comerciais.

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Para o setor empresarial, o momento representa não apenas uma mudança na legislação, mas uma transformação estrutural na forma de administrar tributos e informações fiscais.

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Diante desse cenário, especialistas reforçam que o planejamento, a atualização tecnológica e o acompanhamento das mudanças regulatórias serão fundamentais para que empresas consigam transformar a adaptação às novas regras em oportunidade de modernização e crescimento.