Páscoa 2026 deve movimentar o comércio com mais de 106 milhões de consumidores
Levantamento aponta preferência por qualidade, crescimento dos artesanais e compras concentradas na última semana
A Páscoa de 2026 deve movimentar o comércio em todo o país. Segundo levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil, cerca de 106,8 milhões de brasileiros devem ir às compras para a data, o equivalente a aproximadamente 65% da população.
O número representa um avanço em relação ao ano anterior e reforça a importância da Páscoa para o varejo, especialmente nos segmentos de alimentos e presentes.
Chocolates lideram preferência e artesanais ganham espaço
Os ovos de chocolate industrializados continuam no topo da preferência dos consumidores (56%), seguidos por bombons (50%) e barras (39%).
A pesquisa também mostra o fortalecimento do segmento caseiro e artesanal, que se consolidou como concorrente direto: 40% pretendem comprar ovos artesanais e 32% bombons e barras produzidos de forma artesanal.
A busca por qualidade superior e personalização, citadas por 27% dos consumidores cada, tem impulsionado essa tendência.
Consumidor busca variedade e mantém controle nos gastos
O gasto médio previsto é de R$ 253, com a compra de cerca de cinco produtos por pessoa, indicando uma busca por diversidade na cesta de compras.
Filhos (54%), mães (36%) e cônjuges (35%) aparecem como os principais presenteados. No entanto, chama atenção o crescimento do chamado “autopresente”, que já atinge 33% dos consumidores.
Apesar da intenção de consumo, o comportamento segue cauteloso. A maioria dos consumidores pretende pesquisar preços antes de comprar, 82% afirmam que vão comparar valores e 52% avaliam que os produtos estão mais caros que no ano passado.
A pesquisa por preços costuma se intensificar cerca de 15 dias antes da data, mas a decisão final tende a ficar para a última hora: 45% devem realizar as compras na própria semana da Páscoa.
Qualidade supera preço na decisão de compra
Um dos destaques do levantamento é a mudança no critério de escolha. A qualidade (45%) aparece à frente do preço (44%) como principal fator de decisão.
Além disso, 38% dos consumidores buscam promoções e descontos, enquanto 27% valorizam a diversidade de produtos disponíveis.
Lojas físicas seguem dominando as vendas
O varejo físico continua sendo o principal canal de compra, escolhido por 95% dos consumidores. Os supermercados lideram como principal destino (62%), seguidos pelas lojas especializadas em chocolates (44%).
Embora 62% utilizem a internet para pesquisar preços, apenas 25% pretendem concluir a compra no ambiente digital.
Pagamento à vista predomina
O pagamento à vista segue como preferência entre os consumidores, sendo escolhido por 77% dos entrevistados. O PIX se consolida como principal forma de pagamento, utilizado por 56%.
Entre os que optam pelo parcelamento, a média é de quatro parcelas.
Endividamento e cautela marcam o cenário
O levantamento também aponta um cenário de atenção: parte significativa dos consumidores que pretendem comprar possui contas em atraso, o que reforça um comportamento mais planejado e seletivo nas compras.
Comércio deve se preparar para alta demanda próxima à data
Para o varejo, a expectativa é de aumento no fluxo de consumidores, especialmente nos dias que antecedem a Páscoa, exigindo estratégias comerciais atrativas, variedade de produtos e bom posicionamento de preço e valor.
A ACIG destaca que datas sazonais como a Páscoa representam uma importante oportunidade para o fortalecimento do comércio local e orienta os empresários a se prepararem para o período. A entidade também reforça a importância do consumo consciente, incentivando o equilíbrio entre as compras e a organização financeira.




