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Intenção de consumo das famílias volta a crescer no Paraná, mas segue abaixo do nível nacional

Indicador sobe em fevereiro impulsionado pelas famílias de maior renda, enquanto consumo entre faixas mais baixas ainda permanece em zona de insatisfação

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A intenção de consumo das famílias paranaenses apresentou recuperação em fevereiro, de acordo com levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em parceria com a Fecomércio PR. O Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) no estado atingiu 95,5 pontos, registrando alta de 2,6% em relação a janeiro e avanço de 0,8% na comparação com fevereiro de 2025.

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Apesar da melhora, o indicador estadual ainda permanece abaixo da chamada zona de satisfação, que começa a partir dos 100 pontos. No cenário nacional, o ICF alcançou 104,3 pontos em fevereiro, com crescimento de 0,6% no mês, mantendo o país em patamar mais favorável de confiança para o consumo.

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No Paraná, o avanço do indicador foi puxado principalmente pelas famílias com renda superior a dez salários mínimos. Nesse grupo, o índice subiu 3,1% em fevereiro, chegando a 103,1 pontos e permanecendo dentro da zona de satisfação.

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Entre as famílias com renda de até dez salários mínimos, o crescimento foi mais moderado. O índice passou de 91,6 pontos em janeiro para 93,8 pontos em fevereiro, alta de 2,4%, ainda dentro do patamar considerado de insatisfação.

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Expectativas de consumo e crédito impulsionam indicador

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Entre os componentes do índice, os maiores avanços na comparação mensal foram registrados na Perspectiva de Consumo, que cresceu 6,7%, alcançando 75,7 pontos. Também se destacaram o indicador de Momento para Compra de Bens Duráveis, com alta de 6,6% e 66,7 pontos, e a Perspectiva Profissional, que avançou 6,4%, atingindo 99,8 pontos.

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Outros indicadores também apresentaram crescimento no período, como o Acesso ao Crédito, que subiu 5,9%, chegando a 67,5 pontos, e o Emprego Atual, que registrou alta de 1,3%, alcançando 112,3 pontos. Já o Nível de Consumo Atual avançou 0,5%, atingindo 101 pontos.

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O único componente que apresentou queda no mês foi o de Renda Atual, que recuou 2,7%. Mesmo com a retração, esse indicador permanece como o de maior pontuação dentro do índice, com 145,2 pontos, indicando avaliação ainda positiva das famílias em relação ao rendimento presente.

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Os dados mostram que, embora haja uma recuperação gradual na intenção de consumo no estado, o cenário ainda exige cautela, especialmente entre as famílias de menor renda, que seguem com percepção mais limitada em relação à capacidade de consumo.