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Confiança do comércio paranaense inicia 2026 em queda

Pesquisa da Fecomércio aponta recuo nas expectativas e nos investimentos, enquanto micro e pequenas empresas demonstram preocupação com o futuro econômico

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Os empresários do comércio no Paraná começaram 2026 com redução no nível de confiança, refletindo um cenário de maior cautela em relação aos próximos meses. Em janeiro, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) registrou 100,6 pontos, com queda de 2,8% em relação a dezembro e recuo ainda mais expressivo de 7,2% na comparação com janeiro de 2025.

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O indicador é apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) em parceria com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR) e reflete a percepção dos empresários sobre condições atuais, expectativas e intenção de investimentos.

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Enquanto o Paraná apresentou retração, o cenário nacional seguiu em sentido oposto. No Brasil, o ICEC avançou 0,9% em janeiro, alcançando 103 pontos. Apesar da melhora mensal, o índice nacional ainda está 3,8% abaixo do patamar registrado no início de 2025, indicando que a recuperação da confiança segue limitada no país.

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Expectativas puxam queda no Paraná

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No comércio paranaense, o principal fator para o recuo do índice foi a redução nas expectativas. O Índice de Expectativas do Empresário do Comércio (IEEC) caiu 6,7% em relação a dezembro e 10,2% na comparação anual, atingindo 122,0 pontos. O resultado evidencia uma postura mais cautelosa do empresariado diante das incertezas econômicas e do ambiente de negócios.

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Investimentos e contratações desaceleram

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A disposição para investir também apresentou retração. O Índice de Investimentos do Empresário do Comércio (IIEC) recuou 3,9% em janeiro, chegando a 104,2 pontos. Dentro desse componente, a intenção de contratar funcionários foi o item que mais impactou negativamente, com queda de 9,9%, sinalizando uma postura mais conservadora das empresas neste início de ano.

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Avaliação do cenário atual tem leve melhora

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Por outro lado, a avaliação das condições atuais apresentou leve avanço mensal. O Índice de Condições Atuais do Empresário do Comércio (ICAEC) subiu 5,7% em relação a dezembro, mas ainda permanece em nível considerado insatisfatório, ao marcar 75,6 pontos, abaixo da linha de 100 pontos. Na comparação com janeiro de 2025, o indicador está 9,4% inferior, mostrando que a percepção do ambiente atual segue mais negativa do que há um ano.

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Diferença entre portes de empresa

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A análise por porte revela comportamentos distintos. Entre micro e pequenas empresas, o ICEC ficou em 100,4 pontos, com queda de 2,9% no mês e recuo de 7,3% na comparação anual, evidenciando maior preocupação com o futuro. Já entre médias e grandes empresas, o índice avançou 2,1% em janeiro, alcançando 109,6 pontos, mantendo-se praticamente estável em relação a janeiro de 2025, com variação de -0,2%.

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Para a ACIG, os dados reforçam a importância do planejamento, da gestão eficiente e do fortalecimento do associativismo como ferramentas para enfrentar um cenário econômico mais cauteloso e apoiar os empresários na tomada de decisões ao longo de 2026.