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CNPJ passa a ter letras e números a partir de 31 de julho

Mudança vale apenas para novos registros e exige atenção na adaptação de sistemas

 

A partir de 31 de julho de 2026, a Receita Federal inicia a emissão do CNPJ em formato alfanumérico, uma mudança histórica que permitirá a combinação de letras e números na identificação das empresas brasileiras. A alteração foi criada para ampliar a quantidade de combinações disponíveis e garantir a continuidade das novas inscrições no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), diante do crescimento constante do número de empresas no país.

 

A principal informação para os empresários é que quem já possui CNPJ não precisará fazer qualquer alteração. Os números atuais continuam válidos e não haverá substituição dos cadastros existentes. O novo formato será utilizado exclusivamente para novas empresas e novas filiais registradas a partir da implantação do sistema.

 

O que muda?

 

O CNPJ continuará tendo 14 caracteres, porém as 12 primeiras posições poderão conter letras e números, enquanto os dois últimos caracteres permanecerão sendo dígitos verificadores numéricos. Essa mudança amplia significativamente a capacidade de geração de novos registros, sem alterar o tamanho do documento.

 

Empresas precisam adaptar seus sistemas

 

Embora a mudança não exija nenhuma ação cadastral das empresas já existentes, a Receita Federal alerta que organizações que utilizam sistemas próprios ou integrados, como ERPs, softwares de gestão, emissão de notas fiscais, cadastros de clientes e fornecedores, plataformas de e-commerce e integrações com serviços da Receita, devem verificar se essas soluções estão preparadas para aceitar o novo formato.

 

Aplicações que consideram o CNPJ apenas como um campo numérico ou que possuam validações incompatíveis com letras poderão apresentar falhas no processamento de informações.

 

Atenção dos empresários

 

Mesmo que sua empresa não receba um novo CNPJ, é importante conversar com o fornecedor do seu sistema de gestão ou com a equipe de tecnologia para confirmar que as adaptações já foram realizadas. Isso evita problemas em cadastros, integrações e operações envolvendo empresas que passem a possuir o novo modelo de CNPJ.

 

A Receita Federal reforça que a mudança faz parte da modernização do cadastro nacional de empresas e busca garantir a continuidade do ambiente de negócios brasileiro pelos próximos anos, sem impactar os CNPJs atualmente em uso.