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04 de outubro

Paraná é o quarto estado do país que mais gerou empresas em 2016

Fonte: Serasa Experian 

Entre janeiro e julho de 2016 o Brasil registrou a criação de 1.199.373 novas empresas, o maior número para o período desde 2010, de acordo com o Indicador Serasa Experian de Nascimento de Empresas. Trata-se de uma quantidade 1,8% superior à registrada nos sete primeiros meses de 2015, quando ocorreram 1.178.356 nascimentos. Em julho/2016 o indicador detectou a criação de 178.633 novas empresas, número 4,7% menor do que o apurado em julho/2015, quando os nascimentos foram de 187.392.

O Paraná foi o quarto estado do país que criou mais empresas no período, com 77.284 empresas. “O Paraná continua se mostrando competitivo no cenário nacional, não apenas no agronegócio, mas também em outros segmentos. Por exemplo, temos uma forte indústria de tecnologia. Mas um fator que tem levado o Paraná ao patamar atual é a forte formalização dos profissionais autônomos, os MEIs”, afirma o diretor administrativo-financeiro da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná (Faciap), Edson Araújo Filho.

Em primeiro lugar na criação de novas empresas, ficou São Paulo, com 336.413 novos empreendimentos, seguido de Minas Gerais, com 132.209 nascimentos, e Rio de Janeiro, com 129.397.

De acordo com os economistas da Serasa Experian, o recorde de novas empresas criadas no país nos primeiros sete meses de 2016 foi determinado pelo chamado empreendedorismo de necessidade: dada a diminuição de vagas no mercado formal de trabalho, pessoas que perderam seus empregos estão abrindo novas empresas visando a geração de alguma renda, tendo em vista as dificuldades econômicas atuais. Além disto, o processo mais facilitado e menos burocratizado de formalização de pequenos negócios trazido pela lei do MEI também tem impulsionado a criação de novas empresas nesta categoria. “Nesse cenário, uma discussão que corre em paralelo é a terceirização da força de trabalho. Se de um lado ela diminui o custo do empresariado, de outro pode ser a solução para que o desempregado que pode se tornar um microempreendedor individual não fique sem um rendimento”, comenta o diretor administrativo-financeiro da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná (Faciap), Edson Araújo Filho.

Nascimentos de Empresas por natureza jurídica

O número de novos Microempreendedores Individuais (MEIs) nascidos nos sete primeiros meses deste ano foi de 953.060 contra 888.837 no mesmo período de 2015, alta de 7,2%. As Sociedades Limitadas registraram criação de 103.433 unidades, representando queda de 13,5% em relação ao intervalo anterior, quando 119.622 empresas surgiram. A criação de Empresas Individuais caiu 30,2%, a maior queda entre as naturezas jurídicas, com um total de 75.451 novos negócios entre janeiro e julho de 2016; de janeiro a julho do ano passado, o número foi de 108.128. O nascimento de novas empresas de outras naturezas teve alta de 9,2%, com 67.429 nascimentos nos primeiros sete meses do ano, contra 61.769 no mesmo período de 2015.

A crescente formalização dos negócios no Brasil e o empreendedorismo de necessidade são os responsáveis pelo aumento constante das MEIs, registrado desde o início da série histórica do indicador. Em sete anos, passaram de menos da metade dos novos empreendimentos (44,5%, em 2010) para 79,5% no último levantamento.

Nascimentos de Empresas por Setor

O setor de serviços continua sendo o mais procurado por quem quer empreender: de janeiro a julho de 2016, 755.011 novas empresas surgiram neste segmento, o equivalente a 63,0% do total. Em seguida, 341.683 empresas comerciais (28,5% do total) e, no setor industrial, foram abertas 99.444 empresas (8,3% do total) neste mesmo período.

Observa-se nos últimos seis anos um crescimento constante na participação das empresas de serviços no total de empresas que nascem no país, passando de 53,1% (janeiro a julho de 2010) para 63,0% (janeiro a julho de 2016).

Por outro lado, a participação do setor comercial de empresas que surgem no país tem recuado (de 35,4%, de janeiro a julho de 2010, para 28,5% no mesmo período de 2016). Já a participação das novas empresas industriais se mantém estável.

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