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15 de dezembro

Interior bate recorde de participação na economia do Paraná

Fonte: Agência Estadual de Notícias

Os municípios do Interior conquistaram, em 2014, a participação recorde de 60,3% no Produto Interno Bruto (PIB) do Paraná, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes). Em 2013, a participação do Interior havia sido de 58,8%. A Região Metropolitana de Curitiba (RMC) ficou com 39,7%, contra 41,2% no ano anterior.
“O Estado rompeu com um padrão centenário de concentração da riqueza em Curitiba e municípios próximos, que décadas atrás chamávamos de Paraná Tradicional. Hoje todas as regiões do Estado estão integradas pela infraestrutura de transporte e também pelo desenvolvimento homogêneo da economia, pela redução dos desequilíbrios regionais”, afirmou o governador Beto Richa. “Ficaram para trás os tempos de êxodo rural, de esvaziamento das pequenas cidades. Mas o nosso desafio continua: vamos perseverar neste esforço de incrementar o desenvolvimento regional, de fortalecer os pequenos municípios com a atração de novos investimentos industriais privados e de intensificar as políticas públicas estaduais de educação, saúde, habitação, saneamento e infraestrutura nas regiões e cidades que mais precisam”.
O crescimento do Interior – que desde 2010 vem ganhando espaço – foi impulsionado, principalmente, pelo agronegócio e por investimentos industriais. De acordo com o economista Julio Suzuki Júnior, diretor-presidente do Ipardes, a diversificação e a industrialização da produção agropecuária deram força para os pequenos municípios na geração de renda e emprego. “Além disso, houve migração dos investimentos para o Interior, atraídos pelo programa estadual de incentivos Paraná Competitivo. Isso reverteu a tendência de concentração econômica que se viu nos anos 2000, quando a economia do Paraná era bastante concentrada na região de Curitiba”, diz.
Nos últimos anos, a Região Metropolitana foi especialmente afetada pela crise econômica, o que ajuda a explicar a redução da participação da RMC no PIB estadual. A região concentra a indústria automotiva e de serviços no Estado.
PEQUENOS GANHAM FORÇA – Os dados mostram, ainda, que houve um crescimento da participação dos municípios com menos de 100 mil habitantes na economia do Estado. Em 2010, eles representavam 35,4% do PIB paranaense. Em 2014, essa presença chegou a 38,4%, contra 37% em 2013.
CRESCIMENTO – Foram os municípios pequenos, justamente, os que registraram as maiores altas no PIB.O campeão do Estado foi Mallet, no Sudeste, com alta de 71,6% no PIB, que alcançou R$ 676,6 milhões. A economia do município foi favorecida pela produção do setor madeireiro e papeleiro.
Em segundo lugar ficou Quatiguá, no Norte Pioneiro, que cresceu 70,1%, para R$ 194,9 milhões, impactada pelo comércio atacadista de animais e varejista de combustíveis. Ortigueira, nos Campos Gerais, com alta de 62,7% para R$ 674,1 milhões, foi beneficiada pelo setor de construção civil, papel e celulose.
Com a produção de cana de açúcar, São Manoel do Paraná, no Noroeste, obteve 56,8% de crescimento no seu PIB, que alcançou R$ 47,6 milhões. Jaguapitã, no Norte Central, registrou crescimento de 41,1% no PIB, para R$ 683,3 milhões. O desempenho foi influenciado pela avicultura, fabricação de rações, transporte de cargas e atividades imobiliárias.
ORTIGUEIRA – De acordo com Suzuki Júnior, o exemplo mais forte da importância da atração de investimentos para o desenvolvimento econômico é o de Ortigueira, nos Campos Gerais, conhecido por ser um município com baixo desenvolvimento humano e que, ao receber um mega projeto industrial da fabricante de papel e celulose Klabin passou a figurar entre os de maior crescimento no Estado”, lembra Suzuki Júnior. A fábrica de celulose da Klabin em Ortigueira recebeu R$ 6,5 bilhões em recursos e é considerado o maior investimento privado da história do Estado.

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